segunda-feira, 6 de setembro de 2010

UM POUCO DOS BICHOS

PUBLICADO EM 11 de abril de 2008

UM POUCO DOS BICHOS

Faz muito tempo q eu não entro aqui, e mais tempo ainda q eu não nada de novo.
Reli algumas coisas q escrevi e me deu uma alegria!!! Sim, fiquei feliz em ler o q escrevi sobre algumas poucas passagens da minha vida sem muitas emoções.
Sobre minhas paixões platônicas, meu primeiro beijo, minha mãe, Grama. E fiquei pensando q se eu escrevesse mais, teria mais momentos alegres, pois teria mais coisas pra ler.
Dos meus antigos escritos, algumas coisas continuam iguais (eu ainda estou com o aparelho) e algumas coisas mudaram (eu não trabalho mais em Grama). Porém, outras, como as lembranças de infância e adolescência, continuam idênticas! E, mesmo minha vida tendo sido muito sem graça, sem nenhuma emoção, posso escrever várias coisas.
Agora estou aqui, na frente do meu mais novo bem, um laptop q ganhei (emprestado) da escola. Acho q ele me ajudará bastante a voltar a digitar aqui, pois é bastante prático.
O Victor vive dizendo que eu tenho q ficar escrevendo sobre os bebês. Como estão lançando vários livros sobre os relacionamentos entre seres humanos e animais, principalmente cachorros, e todos esses livros estão vendendo q nem água, com todas as histórias q acontecem aqui em casa diariamente, ele diz q estou perdendo dinheiro.
Até concordo com ele q perdi muitas oportunidades de escrever histórias, no mínimo, hilárias. Por outro lado, posso escrever sobre várias outras coisas tão interessantes qto os bichos, ou pelo menos tão inusitadas q se tornam interessantes.
Faço um pacto comigo mesma de não escrever sobre coisas tristes ou chatas, então alguns assuntos ou não serão tratados, ou serão abordados superficialmente, enquanto outros serão falados ao extremo, msmo q sejam, aparentemente, pouco interessantes.
Começarei fazendo um pouco a vontade do Victor e falarei sobre os bebês, fazendo um breve resumo de cada um.
Atualmente temos 5 bebês aqui em casa. Digo temos pq, nesse meio tempo, Victor e eu resolvemos juntar os trapinhos...
O Tutu, q de bebê não tem nada pq é bem mais velho q eu, a Pipoquinha, q foi adotada na suípa, a Bené, o Zé Pequeno e o Dadinho, q nasceram no meu quintal.
Tutu é um jabuti de cerca de 40 anos. Ele foi dado à minha mãe qdo ela tinha entre 12 e 15 anos, ou seja, ele existe muito antes de eu pensar na possibilidade de existir!!! Tutu tem esse nome pq pensávamos q ele era uma fêmea (até eu descobrir, já na faculdade, q ele é um macho), e demos o nome de Gertrudes, q era o nome da minha avó materna! A minha mãe ajudou na escolha, mas pra não chatear meu avô, colocamos o apelido. Foi bom pq é um apelido q serve pra ambos os sexos, e agora se tornou o nome oficial do bicho. Ele morava com meu avô desde q minha mãe casou e veio pra mim qdo ele morreu, ou seja, o Tutu é a minha parte na herança do meu avô... Ele é muuuuiiiito chato, característica inerente a todos os meus bichos. Adora morder chinelos (melhor do q se gostasse de morder pés), ama pegar chuva e ser molhado com borracha ou balde e é gamado em vassouras no exercício da função (é só começar a varrer o quintal q ele sai de onde estiver pra ficar na frente da vassoura). É o mais saudável de casa, pois só come verduras, legumes e frutas crus e com casca. E corre bastante!!! É só ver pra acreditar.
A Pipoca é uma pipoca, pula sem parar e tem um monte de bolinhas pretas pelo corpo. Ela foi adotada na Suípa, com cerca de 1 ano de idade. Foi amor à primeira vista. Antes dela eu tinha a Dorinha, uma Cocker lindinha, com rabo e tudo, q morreu de repente. Todos ficaram tão traumatizados q a melhor solução q encontrei foi trazer um outro cachorro. No site da Suípa vi q a futura Pipoca tinha sido criada com os gatos de lá, então não estranharia os gatos daqui. Qdo eu a vi caí em prantos, pois ela era linda (apesar de estar muito maltratada)!!! Chegou em casa e agiu como se sempre tivesse vivido aqui, andou por tudo como se conhecesse onde ficava tudo! Desde sempre nos tratou como se nos conhecesse desde q nasceu!!! Em pouco tempo engordou, ficou com cara de saudável e muito feliz. Depois de 1 semana conquistou os gatos, e agora eles nem parecem q viveram separados por algum tempo da vida deles. O único problema atual é q a Pipoca incorporou o gato q vivia dentro dela. Ela se lambe, sobe no sofá como os gatos, e dorme quase o dia inteiro! Além de ser muito preguiçosa pela manhã...
A Bené é uma gata bastante temperamental. Só faz o q quer, qdo quer e só se quiser! Apronta todas e age como se não tivesse nada com aquilo. É hiper ciumenta e demonstra claramente se não gosta de alguma coisa. É a única q me morde qdo vai tomar banho e a q dá mais trabalho na hora do remédio. Mas é a mais carinhosa tb, qdo quer! Exige ser a primeira em tudo! Tem q ser a primeira a ser cumprimentada pela manhã e na volta pra casa. Se por acaso eu esquecer e passar direto por ela e falar com alguém antes, ela passa a me esnobar!!! Fica passando na minha frente e vira a cara se eu lhe dirigir a palavra!!! Adora derrubar tudo q está em cima da mesa, mas nunca foi ela quem fez... É meu amorzinho!!! Dorme comigo todas as noites.
O Zé Pequeno é meu gato ceguinho, tadinho. Até hoje tenho minhas dúvidas sobre ele ser realmente cego. É o mais chato, o q mais apronta, e o primeiro a encontrar qq coisa nova q chegue em casa! Apronta todas, mas coitadinho, ele é ceguinho!!! Fico com medo só de pensar o q ele faria se não fosse cego!!! Acho q eu já estaria maluca. Nunca gostou de carinho, mas de um tempo pra cá está adorando se esfregar nas nossas pernas e dormir juntinho na cama. Tinha adotado a Dorinha como sua companheira inseparável, era praticamente o segundo rabo dela, pois onde ela ia, ele ia atrás. Foi o q mais sofreu com a morte dela. Ficava chorando pela casa sem parar, era assustador! Depois q se acostumou com a Pipoca, resolveu adotá-la tb. Não é mais tão grudado com ela, mas sempre estão juntos, nem q seja brigando. Aliás, em quase todas as brigas q acontecem aqui em casa, o Zé está envolvido. Mas tadinho, ele é ceguinho!!!
O Dadinho é o mais estranho. Por alguns anos, todo mundo tinha dúvidas sobre a existência dele. Só Victor, eu e o veterinário tínhamos contato com o Dadinho. Nunca vi bicho tão anti-social! Qdo alguém chegava aqui em casa ele se escondia. Se alguém dormisse aqui ele ficava escondido até a pessoa ir embora!!! Mas agora ele está gostando de se exibir. Qdo chega visita, ele depois de se esconder, começa a desfilar pra um lado e outro. Agora, pelo menos, todo mundo sabe q ele realmente existe e não é fruto da nossa imaginação. Aliás, o Dadinho tinha um amigo imáginário debaixo do armário da cozinha...
Já a Dorinha, q não existe mais, foi a responsável por este zoológico q se transformou minha casa. Qdo ela veio pra cá, graças a um amigo querido q me deu, tinha q arranjar um irmãozinho pra ela não ficar só. Foi qdo os gatos nasceram aqui no quintal. E como eles nasceram com problemas de visão (nenhum enxerga direito), resolvi q eles seriam os companheiros da Dora. E foram, sempre. E sentiram muito qdo ela se foi. Ela era especial, pois além do rabo q chegava a machucar de tanto q balançava, ela era carinhosa, adorava colo e morria de medo de criança!!! ela teve uma vida curta, mas intensa, e tenho certeza q sua missão era ajudar a salvar os gatos e a Pipoca, pois foi graças a ela q todos eles vieram pra cá. Tb me ajudou muito, pois com ela, e com eles, eu aprendi a ser mais carinhosa, a me comunicar melhor, todas essas coisas q ouvimos falar q os bichos fazem por nós, ela fez por mim.
Por enquanto é isso.
Já prometi a mim mesma q vou contar mais sobre cada um separadamente, mas esse resuminho já é uma dica de como minha casa é agitada.
Beijinhos.

NOTA: TENHO MUITAS COISAS PRA ESCREVER DESTES BICHOS CHATOS E MALUCOS, MAS Q ALEGRAM MUITO MINHA VIDA... VIVEM APRONTANDO E ME FAZENDO RIR. TB ESTÃO SEMPRE AO MEU LADO, CUIDANDO DE MIM NOS MOMENTOS TRISTES. SÃO TUDO DE BOM PRA MIM!!!

MINHA MÃE

PUBLICADO EM 16 de junho de 2006

MINHA MÃE

O q dizer da minha mãe. É muito difícil e ao mesmo tempo muito fácil.
Ela era uma pessoa maravilhosa q não merecia ter passado por tudo o q ela passou.
Digo isso pq ela começou com uma vida muito difícil. Por volta de 5 anos ela perdeu a mãe, de uma forma bem idiota. Minha vó levou um tombo, bateu a cabeça e morreu.
Meu avô era um cara muito rígido, e minha mãe e minha tia (mais nova), foram criadas por ele junto com minha bisavó, q, pelo q eu me lembro, era muito mal-humorada, e pelos meus tios-avôs solteirões, mas q eram o maior barato. Tenho q falar deles depois...
Ela tb teve a ajuda da Dim, q falarei em outro momento...
Acho q por tudo isso, minha mãe acabou casando cedo demais, e logo com um cara q não prestava, meu pai. Dele, não falarei muita coisa, pois não merece q eu perca meu tempo com ele aqui...
Bem, ela era professora primária, mas desde q eu me lembro, ela trabalhava na secretaria da escola q estudei 10 anos. Opa, mais uma coisa da qual tenho q falar aqui...
Até hoje, 17 anos depois da morte da minha mãe, nunca ouvi ninguém falar mal dela. Isso pq ninguém tem o q falar dela, só coisas boas.
Ela era uma pessoa maravilhosa, bondosa mesmo, sempre querendo ajudar os outros e se deixando sempre em último lugar. Ela se dava bem com todo mundo, na escola e aqui na rua todos gostavam muito dela. Mesmo sendo professora e ganhando pouco para sustentar uma casa, já q o outro não ajudava em nada, só atrapalhava, ela não deixava faltar nada, dentro das possibilidades.
A única coisa q tenho a dizer aqui de ruim sobre ela é q, infelizmente, ela não sabia ser mãe. E eu morro de medo de copiar este erro. Não fui criada por ela, fui criada pela Dim. Morava com a Dim aqui em casa e ela morava na casa atrás, na vila. Ficava lá durante o dia, jantava lá, até pq a Dim cozinhava muito mal. Mas ela trabalhava pela manhã e eu estudava à tarde, então só ficávamos juntas à noite, e mesmo assim eu dormia com a Dim, via TV com a Dim, essas coisas.
Uma pena, pq isso fez com q eu me aproximasse da minha mãe, de verdade, como filha, já tarde demais, pois ela morreu qdo eu tinha 12 anos, e justamente qdo nós estávamos começando a nos aproximar, até mesmo por causa da adolescência.
Nunca me esqueço de um dos nosso primeiros papos de mãe e filha, e q tb foi um dos últimos, qdo ela estava saindo, indo pro hospital, e eu estava contando à ela q achava um menino,vizinho de uma amiga, muito bonitinho. E ela disse q já era hora, pois eu estava na idade disso mesmo. Me lembro de como fiquei feliz e me senti bem contando aquilo, pena q durou tão pouco tempo.
Nós sempre íamos ao Centro do Rio pra passear por aquelas lojas mais baratas e comprar presentes de natal para toda a família. Passávamos o dia inteiro andando por lá, lanchávamos naqueles botecos horrorosos e continuávamos andando pra ver as novidades dos camelês. Sempre voltava pra casa com algum presentinho, mesmo q fosse dos mais vagabundos.
Sempre reclamava do cansaço, mas adorava essas andanças.
Uma outra coisa q ficou na minha cabeça foi numa vez q saímos só nós duas e paramos num barzinho, só nós duas, sentamos numa mesa e eu bebi uma coca-cola e ela um chope. Achei aquilo o máximo.
Eu queria ter mais lembranças dela, mas são poucas.
Como já falei, ela sempre foi muito preocupada com a escrita, e sempre olhava os meus cadernos e me ensinava alguma regrinha de português. Tb adorava mitologia e biologia, e sempre contava alguma lenda grega. Ela lia muito, tinha muitos livros e, pra variar, adorava Roberto Carlos, q eu odiava na época.
Encapava os meus cadernos e sempre fazia desenhos lindos, daqueles de aula de primário mesmo, mas q ela pintava muito bem.
Ela tinha 1 calça jeans, 1 par de tênis surrado, 3 camisas de pano de botão, 1 bermuda e algumas camisetas. Tinha 1 biquini q foi o único q eu vi em toda a minha vida com ela. E uma roupa de festa com a qual ela foi enterrada. E só. Ela não era muito vaidosa. Não vou entrar nesse mérito pra não emitir opinião sobre isso.
Ahhh, e ela era muito medrosa. Qdo íamos a um parque de diversões ela só conseguia andar no "minhocão"!!! Isso mesmo, aquela lagarta q fica rodando num trilho pequenininho e q só fazinha uma pequena ondinha... Acho q tenho medo de algumas coisas por causa dela...
E tem mais 2 momentos q me lembro de vê-la muitíssimo feliz e q me deixam feliz tb, só por lembrar. Os dois foram no mesmo lugar: o Restaurante Piriquita. Numa vez fomos ela, eu e meu pai, e foi uma noite muitíssimo agradável. Estávamos todos felizes, coisa rara. E a 2ªvez, ela já estava bem doente, e fomos toda a família, ela, meu pai, eu, meu irmão, a Dim, meu avô, meu tio. Foi a última vez q fizemos alguma coisa juntos, pois pouco depois ela ficou mal e não saiu mais do hospital. Na época eu achava q ela estava muito feliz, mas hoje tenho minhas dúvidas. Ela sabia q estava morrendo, q aquilo não iria se repetir. Será q ela estava realmente feliz?
Eu tenho muito mais pena dela e do meu avô do q de mim e do meu irmão nessa história toda.
Meu avô pq perdeu a filha e nunca mais foi o mesmo. E dela pq ela deve ter sofrido muito sabendo q iria morrer e q iria deixar 2 filhos sozinhos, do mesmo jeito q ela ficou sozinha qdo era pequena, sem contar q eram filhos de um completo irresponsável, e ela sabia disso.
Eu fiquei com a Dim, mas meu irmão foi morar com meu pai, e até hoje sofre as conseqüências disso. E tenho certeza de q ela sabia q isso iria acontecer.
Nós brigávamos muito, coisa de criança, adolescente, e pelo fato de não morarmos juntas e de não termos uma relação normal de mãe-filha. E qdo nós começávamos a nos entender e ter uma relação bem bacana, ela se foi.
Passei vários anos sem conseguir falar a palavra "MÃE", só falava "ela". Tinha inveja das minha amigas, q tinham todas as suas mães. E tinha muita culpa por não ter tido uma última conversa séria com minha mãe e pedido perdão por tudo de ruim q eu tinha feito a ela.
Eu tinha 12 anos e meio. Só fui conseguir falar "minha mãe" já na faculdade, com 17 anos. E saiu sem sentir, e foi um alívio enorme.
Há uns 2 ou 3 anos, tive, pela primeira vez, um sonho com ela. Foi maravilhoso!!!! Em todos esses anos, volta e meia eu ia dormir pensando em sonhar com minha mãe, mas nunca tinha conseguido. E ainda tinha aquela culpa por não ter pedido perdão.
Pois bem, há menos de 3 anos, finalmente eu consegui sonhar com ela. Ela estava linda, num lugar lindo, e veio só pra dizer q me perdoava, mesmo q não precisasse. Foi assim, curtinho, mas eu acordei tão bem naquele dia, q nem sei explicar. Fiquei leve, feliz.
Era como se ela tivesse vindo me libertar. Depois disso sonhei só mais umas 2 ou 3 vezes com ela. Sempre são sonhos bons e q me deixam muito bem no dia seguinte.
Eu fiz Biologia por causa dela, q dizia q adorava Biologia. E acabei virando professora como ela.
Ela era muito inteligente, pouco antes do meu avô morrer soube q ela entrou pra mesma universidade q eu, a UERJ. Ou seja, nós estudamos no mesmo lugar!!!! Mas ela fez Serviço Social, ou algo do gênero. Pena q fez pouco tempo e q nunca conseguiu se formar, pois o meu pai não deixou. Obrigou-a a largar a faculdade, pois não queria a mulher dele estudando à noite.
Me dá uma tristeza enorme, pois ela era frustrada por causa disso. E, graças a isso, e outras coisas, eu sempre prometi a mim mesma q seria uma mulher independente, q saberia dirigir, me formaria, teria um emprego legal pra me sustentar, e, com isso, não dependeria de homem nenhum e nunca deixaria q ninguém me impedisse de fazer o q eu quisesse.
Sei q isso está muito confuso, pois fui lembrando e escrevendo. Um dia tento arrumar isso melhor.
Mas, de qq jeito, já valeu muito a pena, pois deu pra mostrar o qto eu gosto e sinto orgulho da minha mãe. Se eu for metade do q ela foi em matéria de bondade e honestidade, será maravilhoso.

MÃE, ONDE VC ESTIVER, EU SEI Q VC SABE Q EU TE AMO PRA SEMPRE.
 
NOTA: TENHO Q ESCREVER MAIS SOBRE ELA, SOBRE MEU AVÔ E SOBRE A DIM! GRAÇAS A ELES SOU O Q SOU.

SEI LÁ...

PUBLICADO EM 16 de junho de 2006.

SEI LÁ

Estou começando a gostar bastante disto aqui... Acabo de reler algumas entradas anteriores e estou me amarrando em escrevê-las. Qdo eu era mais nova e tinha meus diários de adolescente, volta e meia escrevia coisas q adoraria q mais tarde fossem lidas por outras pessoas. Não eram poesias, mas eram pensamentos q, devido à minha timidez, não colocava pra fora publicamente, mas tinha a maior vontade de q todos soubessem.
No início deste ano, fazendo uma lima geral aqui em casa, joguei tudo fora. Todos os meus diários e todas as coisas q escrevi em mais de 10 anos. Ainda não conhecia esta maravilha daqui, senão poderia ter adaptado meus pensamentos e colocado todos aqui... Pena.
Quero escrever tantas coisas, mas tenho q estar inspirada para isso. Sempre gostei de escrever, até pq não gostava muito de falar em público. Ninquém lia o q eu escrevia, mas só o fato de colocar num papel o q eu estava sentindo já me dava um baita alívio. Eram os males da adolescência.
Hoje vejo q meus alunos não podem ter essa válvula de escape pq eles sequer sabem escrever!!! E não dão a mínima pra isso...
O pior é ver q não são só meus alunos q sofrem deste mal. Tenho orgulho de sempre ter me preocupado com a minha escrita. Isso veio da minha mãe. Ela era professora primária, não terminou a faculdade, mas escrevia muito bem, e fazia questão q eu escrevesse tb. Achava o máximo ela saber as regrinhas de acentuação, de escrita e essas coisas. E sempre q podia, me falava das regrinhas, q lembro de algumas até hoje, como a da crase.
Engraçado. Ela morreu eu tinha 12 anos e estava na 7ªsérie. E eu já sabia usar a crase muito antes, graças à ela. E meus alunos da 8ªsérie, nunca nem ouviram falar nessa tal de crase, e acham q qdo o acento está ao contrário (`) é pq tem alguma coisa errada e então eles copiam colocando o acento pro outro lado (´)...
E só estou falando da crase pq é uma das regrinhas q eu lembro q minha mãe me falava. Imagina o q meus alunos andam escrevendo por aí... Só digo q eles nem sabem q nomes de gente e de lugar têm q ser escritos com letra maiúscula...
Pois é, estou devendo aqui falar sobre várias coisas, pra poder exorcisar muito. Tenho q falar muito ainda da minha adolescência, da minha timidez, da minha profissão de vela encalhada, da minha mãe, do meu vô, da Dim, dos meus bebês, em especial da Dorinha e até do Romeu, do meu namoradinho, da minha vida, das minhas angústias de adulta e quase balzaquiana.
Porém acho todos estes assuntos tão complexos q sempre penso q ainda não estou preparada para escrever sobre eles, e sempre adio um pouco mais.

NOTA 1: REALMENTE EU SEMPRE GOSTEI MUITO DE ESCREVER. E ESTOU REDESCOBRINDO ISSO ATRAVÉS DOS ÚLTIMOS E-MAILS Q MANDEI PRAS AMIGUINHAS.
NOTA 2: EU ERA FELIZ E NÃO SABIA... RECLAMANDO Q MEU ALUNOS NÃO SABIAM USAR A CRASE. Q BOBA! HJ MEUS ALUNOS SEQUER SABEM SE COMPORTAR COMO GENTE...

PAIXÕES PLATÔNICAS E O PRIMEIRO BEIJO

PUBLICADO EM 02 de junho de 2006

PAIXÕES PLATÔNICAS E O PRIMEIRO BEIJO

Tudo comigo, relacionado ao meio sentimental, aconteceu meio tarde.
Mas isso nem sempre foi ruim, pelo menos agora, analisando tudo friamente...
Sempre tive muitas paixões platônicas. Sem nenhum motivo em comum, elegia os carinhas mais diferentes para serem meus amados da vez...
Tudo começou aos 4 anos (nisso eu fui precoce). Estava no jardim de infância e tinha 3 namorados!!!! Claro q depois paguei o pato por ter ido com muita sede ao pote... Eles eram o Augusto, o Fábio e, se não me falha a memória, o Fernando. E eles eram meus namorados pelo simples fato de sentarem ao meu lado durante as aulas!!!! E, até hoje, não faço a mínima idéia se algum dia eles souberam, ou concordaram em ser meus namorados.
O Fábio e o Felipe, acho q saíram da escola com o passar do tempo, porém o Augusto estudou comigo por mais 5 anos, até a 4ªsérie. E é óbvio q ele se tornou a minha primeira paixão platônica!!! Passei todo esse tempo completamente apaixonada pelo Augusto, e por mais ninguém. Só q ele preferia outras menininhas da escola a mim. Acho q até eu iria preferir, pois eu era muito sem graça.
Eu era bonitinha, mas sem nenhum outro atrativo. Como já disse, era muito tímida, e não conseguia trocar mais q 2 palavras com o sexo oposto. Quer dizer, até conversava bastante, desde q eu não sentisse nenhuma atração pelo cara em questão. Na verdade, sempre me dei muito bem com todos da turma...
Nunca mais vi o Augusto, mas ele é filho de uma ex-professora minha e já tive algumas notícias dele, mas já faz muito tempo...
Bem, depois do Augusto, não lembro bem da ordem de paixões platônicas, mas lembro de mais alguns. Tinha o Bruno, um cara alto e magro, da mesma escola, mas q veio só depois q o Augusto se foi.
Até hoje, de vez em qdo, encontro o Bruno pela rua ou no ônibus. Conversamos um pouco, mas nada demais. Eu imagino q ele soubesse q eu era apaixonada por ele, pois na época, eu ficava vermelha, roxa, só se ele olhasse pra mim, e nós pouco nos falávamos. Na verdade, começamos a conversar mais depois q ele deixou de ser minha paixão. Pois, como já disse, se eu não sentisse nenhum tipo de atração, conversava normalmente...
Já no 2ºgrau, teve o Walk. Hahahahahahhhh, esse foi demais!!!! Começo numa escola nova e dou de cara com um garoto q era uma gracinha, repetente, e q ficava andando pela escola de walkman. Como não sabia o seu nome, o chamava de Walk. Depois descobri q seu nome era Márcio. Até entendo pq ele foi minha paixão platõnica por bastante tempo. Eu tinha 12 anos, estava realmente na adolescência, adorava rock e queria ser rebelde. E ele era uma gracinha, tinha cabelo comprido, usava brinco, era repetente, matava aula pra tocar violão no pátio da escola... Quer coisa melhor q isso???
Nunca conversamos, nem trocamos palavras, mas tínhamos amigos em comum. E, mais tarde, descobri q ele sabia q eu existia!!! Pena q eu só soube disso tarde demais... Nunca nos falamos, até hoje. Aliás, nunca mais o vi depois q eu saí da escola. E, pra ser sincera, acho q, mesmo q nos falássemos algum dia, nunca teríamos nada, pois eu nunca iria conseguir namorar um cara como ele. Eu era, e sou, muito certinha, e ele era um cara completamente "errado".
Ahhh, no meio disso tudo, teve o Lúcio, o irmão do marido da minha prima, q era liiiiinnnnddoooooo!!!!! Acho q nem preciso dar maiores explicações... Sem contar q nunca mais o vi, mas a minha prima disse q ele continua bonito...
E, como entrei na faculdade nova, com 17 anos, as paixões platônicas foram embora... Teve um cara muito legal na faculdade q me chamou muito a atenção, mas q não me deu muita bola. Porém, nós éramos amigos, então não considero platônica, pois era apaixonada pelo cara q eu conhecia e sabia q existia dentro dele, e não por um cara q eu havia inventado. Não falarei o nome dele aqui por motivos meio óbvios, mas acredito q ele saiba q eu fui muito afim dele. Hoje, continuamos bons amigos e só. Ahhh, e nunca rolou nada entre nós, só pra variar...

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Meu primeiro beijo foi aos 14 anos, com um carinha lá da escola, sem a menor importância. Ele não era bonito, nunca me chamou a atenção, eu não via a menor graça nele, só éramos conhecidos. E, pra dizer a verdade, nem lembro o nome dele!!! Mas um dia fomos ao cinema, por acaso, e acabou rolando. Não vou dizer q me arrependo, pq na verdade, aquele beijo foi um alívio pra mim!!!!
Isso mesmo, um grande alívio, pois acho q eu era a única menina da escola q ainda não tinha beijado na boca!!!! E nada melhor do q fazer isso com alguém sem a menor importância, pois não tive q passar vergonha. Pelo menos era o q eu pensava na época, agora penso diferente, mas o q passou, passou.
O engraçado é q eu pensei q fosse me enrolar na primeira vez, sem saber como abriria a boca, onde colocaria a língua, essas coisas. Mas foi tudo tão natural, q não tive dificuldade nenhuma, só fiz o q tive vontade de fazer!!!
Hoje penso q meu primeiro beijo seria uma lembrança muito melhor se tivesse sido 1 ano antes, aos 13 anos, com minha outra grande paixão platônica. E q foi assim dos 13 até uns 18 anos. Foi o João Augusto. Ele só não foi o cara do meu primeiro beijo pq eu fiquei com medo q ele descobrisse q eu nunca havia beijado antes e fiquei com tanta vergonha por não saber o q fazer q, qdo ele tentou me beijar, eu virei o rosto e me fiz de idiota... Com certeza fui uma completa idiota!!!!
O João foi um amor de pessoa q eu conheci aos 12 anos e q me apaixonei completamente aos 13. Digo q foi uma paixão platônica pq nunca mais nos vimos, mas ele continuou no meu pensamento por muito tempo. Ao mesmo tempo eu o conheci de verdade, e vi uma parte tão legal, q era o q eu merecia lembrar como primeiro beijo...
Conheci o João, como falei, aos 12 anos, mas não dei a menor bola. Fomos nos reencontrar 2 meses depois, já com 13 anos. Tínhamos a mesma idade, e gostos muito parecidos. Ele morava em outra cidade, num sítio com o pai e os irmãos. E eu fui pra esse sítio. Nós passamos 4 dias maravilhosos juntos, nos divertindo muito e sempre juntos! Só q ele tinha um irmão mais velho q todos estavam jogando pra cima de mim. E no fim das contas, era ele q estava me encantando.
Ele me paparicou o tempo todo, e olha q isso não era normal comigo. Me deu o travesseiro de estimação dele pra eu dormir, e me pediu o tal beijo de presente de aniversário, q eu não dei. E deixou a festa toda pra ficar comigo, pois eu era super tímida e não queria ficar no meio de um monte de gente q eu não conhecia. Enfim, um amor de menino q me tratou como uma princesa, e q eu nunca vou me esquecer, pois me fez um bem danado!!!! Infelizmente, isso foi bem antes da era do computador e da internet, e nós nunca mais nos vimos ou nos falamos, até pq nós imaginávamos q iríamos nos ver novamente em breve, mas por motivos alheios à nossa vantade, isso nunca aconteceu. Uma grande pena!!!
É óbvio q não sou mais apaixonada por ele, mas todo o carinho q ele me deu naqueles poucos dias foi tão bom, q isso não tem como esquecer.

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Ahhhh, o meu 2º beijo foi aos 15 anos e meio, com um ajudante de DJ da festa de 1 ano da minha prima, q fará 15 anos daqui há 2 semanas!!!!
Este foi engraçado, o garoto era bonitinho, e minha prima (não a de 1 ano) foi a "agenciadora" do beijo. Foi legal, e nunca mais nos vimos tb. Mas esse valeu mais q o primeiro, pois foi com um carinha q eu queria beijar, pelo menos naquele momento... e sem contar q ele estava afim de mim!!!! E isso fazia um bem danado ao ego...
Caramba, estou velha...

NOTA 1: MINHA VIDA SENTIMENTAL SEMPRE FOI COMPLICADA E CONTINUA SENDO...
NOTA 2: SOU UMA IDIOTA NA MAIORIA DAS VEZES...
NOTA 3: JÁ TIVE UM FÁBIO NA MINHA VIDA... rsrsrs

GRAMA

PUBLICADO EM 27 de maio de 2006

GRAMA

Pois é, GRAMA... Quem me conhece sabe do q eu estou falando. Quer dizer, imagina do q eu estou falando. Pq saber, só mesmo o namoradinho, q já foi lá, e quem trabalha ou já trabalhou neste lugar inóspito...
Eu sempre penso q em toda a minha existência antes de Grama, eu jamais poderia imaginar q um dia iria conhecer e freqüentar um lugar como aquele. Logo eu, uma garota de classe média-média, da Zona Norte do Rio...
Grama é um bairro de Nova Iguaçu, fronteira com Belford Roxo, que fica quase no fim do mundo. Comecei a trabalhar lá, como professora, em 2001. Naquela época, somente a rua principal era asfaltada, e olha q dizem q pouco tempo antes, nem ela tinha asfalto. Tirando ela, todas as outras ruas eram buracos com partes de barro em volta. O ônubus parecia uma máquina de lavar roupa, e nós, passageiros, a própria roupa, de tanto q ele balançava pra um lado e pro outro, devido aos buracos. A única diferença é q, ao invés da água com sabão, tínhamos muita poeira e lama, qdo chovia.
Aliás, vários moradores entravam no ônibus com os pés envoltos em sacos plásticos, pra não sujar os sapatos. E eu só não precisava fazer isso pq descia na única rua asfaltada. Mas isso não significa q meus sapatos não ficassem sujos...
O lugar mais desenvolvido das proximidades, com um "vasto" comércio, era o bairro de Miguel Couto. E olha q hoje já não temos do q reclamar, pois agora há 3 supermercados!, mas só 1 agência bancária, do Bradesco!!!! Mas em 2001, além de 1 supermercado, havia uma feira permanente q era um horror!!! Cheia de comidas e carnes expostas na praça de Miguel Couto, com um fedor horrorozo e um aspecto q nem dá pra imaginar. Aí foi construído um galpão, q eu nuca visitei, e q dizem q a tal feira foi lá pra dentro, mas acredito q tenha acabado. A praça deu lugar a uma rodoviária, bem menos feia. Estou dizendo, o lugar evoluiu muito!!!!
Eu passei 1 ano e meio indo de ônibus pra lá. As aulas começavam às 7:30 e íam até 12:20. Eu saía de casa às 5:30, pegava um ônibus, chegava no metrô pouco antes das 6h, pegava o primeiro trem, ia até a estação final, na Pavuna, e lá pegava o único ônibus q passava em frente à escola, e que levava 1h para chegar ao destino. Isso levava por volta de 2h. Na volta, era só fazer o caminho contrário, porém demorava de 3 a 4h pra chegar em casa. E, na verdade, passam 2 ônibus em frente à escola, porém, o outro vai pro Centro de Nova Iguaçu. O mais incrível era o seguinte: o ônibus de NI passava de meia em meia hora, já o da Pavuna, de 1 em 1h, com exceção da manhã, q tb era de meia em meia hora. Mas com 1 probleminha: todos eram velhos, quase caindo aos pedaços, então eles quebravam com uma certa freqüência. E qdo quebravam, não passavam. Ou seja, muitas vezes, eu chegava na Pavuna e o ônibus não aparecia, pois ele havia quebrado. Então tinha q esperar meia hora por outro ônibus, e chegava atrasada na escola. E pra sair de Grama era pior ainda, pois há, até hoje, hora de almoço dos motoristas. Isso mesmo! Todos param juntos para almoçar, e os ônibus páram de circular por 1h!!!!
E o ônibus pra Pavuna passava até às 12:15, mas a aula acabava às 12:20. Então tínhamos q liberar os alunos mais cedo e sair correndo pro ponto, literalmente, pois o ônibus não ficava nos esperando. O máximo q acontecia era os alunos gritarem pro motorista e para nós e nós saírmos correndo atrás do ônibus.
Porém, se ele passasse antes de nós, ou então estivesse quebrado, só passava outro depois de 1h, mas às vezes, esse tb estava quebrado, então só passava outro depois de 1h30, e eu não podia sair do ponto, pois o ônibus poderia passar a qq momento. Acontece q o tal ponto, nada mais é do q uma calçada com um poste, sem nenhuma cobertura ou local para sentar. Ou seja, ficava pegando chuva ou sol na cabeça, muitas vezes por mais de 1h. Sem falar na poeirada toda na cara. Tudo muito surreal...
A única coisa legal disso tudo, era o tempo q tinha pra conversar com outras pessoas q ficavam lá esperando o ônibus tb.
E o mais engraçado eram meus alunos, q íam pra casa, trocavam de roupa e passavam na minha frente, lá no ponto, me oferecendo carona até MC na carroça deles. Isso mesmo, eu tinha vários alunos com carroças. Aquelas com 1 cavalo puxando um pedaço de madeira com 2 rodas embaixo...
Aliás, volta e meia tb passavam na minha frente grupos de vaquinhas passeando calmamente na estrada, ou cavalos pastando pelas calçadas. Sim, pq nas calçadas há muito mato dando sopa...
Então cansei de passar mais tempo no percurso do q na escola (5 a 6h de percuso, contra 4h de aula) e resolvi, depois de 1ano e meio de sofrimento, q passaria a ir de carro pra lá.
Realmente muito melhor, pois levo 1h pra ir e outra 1h pra voltar. O inconveniente é q não gosto de dirigir...
E o mais esdrúxulo é o q eu já passei com o carro por lá. Vou listar o q mais me chamou atenção, estando de carro:
* já quase fui atropelada por um cavalo em disparada pq um ônibus resolveu businar pra tirá-lo do caminho.
* tb já quase fui atropelada por um grupo de bodes com chifres enormes q resolveram sair correndo pelo meio da estrada.
* já cheguei atrasada na escola pq tive q esperar um bando de vaquinhas acabar de atravessar a estrada, porém elas não estavam com a mínima pressa.
* e a pior história de todas, a q mais me traumatizou, foi qdo eu atropelei e matei um pintinho!!!! Estava a galinha com seus pintinhos atravessando a rua, mas eu não consegui desviar do último, e o pneu pasou em cheio por cima dele. Q horror...
Pois é, eu não podia deixar de falar de Grama aqui. É muito surreal, uma realidade completamente diferente da minha.
Qq dia falo dos meus aluninhos e dos causos q acontecem só lá.

NOTA: NUNCA VOU ESQUECER DAQUELE LUGAR. TENHO MUITAS HISTÓRIAS INACREDITÁVEIS, MAS FOI ÓTIMO COMEÇAR MINHA PROFISSÃO POR LÁ. APRENDI MUITO, COM TODOS!!!

FÃ QUE É FÃ...

ESCRITO EM 20 de maio de 2006

FÃ QUE É FÃ...

Bem, já que eu resolvi falar das minhas "maravilhosas" infância e adolescência, hoje lembrei de um fato muito marcante da adolescência: meus ídolos eram os GUNS N´ROSES!!!!
Por motivos que não interessam neste momento, já q posso contar numa outra oportunidade, eu conheci o Guns antes da MTV. Mas só com a MTV eu pude saber como eles eram. E, que foi da época de MTV no VHF, canal 9, sabe a revolução q ela causou.
Não sei como, mas eu conseguia, e gostava de, ver MTV o dia inteiro, e a noite tb!!!! E, naquela época, MTV só passava clipe!!!! Ahhh, e tinha o jornal do Zeca Camargo, de 15 mins, q não era clipe...
E o Guns era um dos q mais tinham clipes q passavam nos programas e, principalmente no DiskMTV...
Com aquela exposição toda, comecei a ouvir e me interessar cada vez mais por eles, e gosto muito do som até hoje. Quer dizer, gosto muito daquele som até hoje.
Juntava todo o dinheiro q eu conseguia pra comprar os discos do Guns, até fiquei amiga de uma vendedora de loja de discos. Tb fiquei amiga do jornaleiro, pois comprava todas as revistas q falavam qq coisa sobre o Guns. Tinha pôsters deles colados em todas as paredes do meu quarto, guardo eles até hoje!!! E guardo tb um caderno q eu fiz só com recortes de jornal com notícias sobre o Guns. Só faltou entrar pra um fã-clube e ir pra porta de hotel encher o saco...
E tenho q dizer uma coisa, adorava tudo do Guns, não tenha dúvida, porém, minha paixão dentro do grupo era o SLASH, ou Slashinho para os íntimos. Eu vivia cheia de pulseiras de prata só pra me sentir parecida com ele. E só há pouco tempo descobri outra pessoa q gostava mais do Slashinho q dos outros, a Valval.
Mas era nova demais pra ir sozinha ao Rock in Rio II (14 anos), e vi os 2 shows do Guns pela TV, chorando de raiva por não estar lá e de inveja de todos os outros q estavam. E gravei todo o primeiro show com um gravador colado na saída de som da TV !!!! Cômico, não???
Aí eu fiquei um pouco mais velha (quase 16 anos) e eles voltaram, já sem o Steve, q saiu pq ficava muito doidão..., e o Izzy, q estava de saco cheio (provavelmente do Axl). Eu ameacei fugir de casa pra ir ao show. Dinheiro pro ingresso eu já tinha, pois estava juntando desde o primeiro boato sobre a volta, então, resolveram aqui em casa me deixar ir.
Confesso q foi meio decepcionante.
Saímos de casa cedo. Tinha um esquema super especial pro show lá no Autódromo. Várias empresas de ônibus colocaram linhas especiais para o show, e lá fomos nós. Lá no autódromo, uma loucura só. Várias filas q não sabíamos pra onde iam. Mas entramos sem grandes problemas e sentamos num pseudogramado até a noite chegar e o show começar. Eu estava em estado de extase...
O grupo q veio antes, Rosa Tatoada, foi bem legal, deu pra animar bastante. E então vieram eles. Eu não via nada, mas pulei a noite inteira q via flashes do q estava acontecendo no palco. Inclusive, não vi a bunda do Axl qdo ele abaixou o short.
E, por falar em Axl, foi ele q me fez ficar meio decepcionada com o show.
Estavam todos lá, o Slash, o Duff, o Matt, o Dizzy, e até o Gilby, de quem nunca gostei. Mas o Axl parou o show pelo menos 2 vezes, pra fazer reclamações, e logo no início!!!
Os caras começavam a tocar, nós começávamos a pular, e o Axl mandava parar tudo e começava a reclamar e xingar. O bom de ter sido logo no início foi q, qdo ele finalmente parou com as reclamações, o show foi até o final muito bem.
Não me lembro de outra vez q eu tenha pulado tanto qto naquela noite. Teve o show dos Stones no Maracanã, mas tenho certeza de q não pulei tanto qto no do Guns.
Voltei pra casa acabada, não tinha mais lugar nos bancos do ônibus e tive q ficar em pé, pendurada na roleta, pra não cair... Mas estava em estado de graça, acho q aquele foi um dos dias mais felizes da minha vida, pois naquele momento, ir ao show do Guns era a coisa mais importante da minha vida!!!!
Engraçado isso... Hoje, não tenho mais ídolos como naquela época. Acho q isso é mesmo coisa de adolescente. Mas lembro deles e de tudo aquilo com muito carinho, e até saudades, pois foi uma das poucas vezes na minha adolescência q fui realmente feliz.
Agora meus sonhos são outros, muito diferentes de ir a um show, mas qdo eu consigo realizá-los, sinto exatamente a mesma felicidade q senti durante e após aquela noite.
Viu, minha adolescência não foi feita só de baixos e baixíssimos, teve alguns altos tb...

NOTA: JÁ FUI FÃNÁTICA... AGORA, COM MONOBLOCO, A COISA É DIFERENTE. GOSTO DOS SHOWS PQ ME DIVERTEM... MAS Q ME SINTO UMA ADOLESCENTE, ISSO ME SINTO SIM!!! rsrs

TIMIDEZ E DENIEL AZULAI

ESCRITO EM 28 de abril de 2006

TIMIDEZ E DANIEL AZULAI
VAMOS À PRIMEIRA PARTE DA MINHA MARAVILHOSA ADOLESCÊNCIA...
SEMPRE FUI MUITO TÍMIDA, UM HORROR... SEMPRE DEIXAVA DE FAZER COISAS Q QUERIA OU TINHA VONTADE PQ A TIMIDEZ NÃO DEIXAVA. OU PQ EU TERIA Q FALAR OU PQ EU TERIA Q FICAR EM EVIDÊNCIA PARA FAZER A TAL COISA, ENTÃO EU DEIXAVA PASSAR.
JÁ ERA TÍMIDA NA INFÂNCIA. NUNCA VOU ME ESQUECER DE UM DIA Q FUI AO CLUBE COM MINHA TIA E MINHA PRIMA, 1 ANO E MEIO MAIS VELHA Q EU, E NADA TÍMIDA. EU TINHA UNS 11 ANOS E ELA 12 PRA 13.
POIS NESTE CLUBE HAVERIA UMA APRESENTAÇÃO DO DANIEL AZULAI!!!! E EU ADORAVA O DANIEL AZULAI. EU VIA O PROGRAMA DELE TODOS OS DIAS, PARTICIPAVA DAS BRINCADEIRAS EM CASA (TENTAVA ADIVINHAR O Q IRIA APARECER NO PINCEL MÁGICO!), FAZIA AS COISAS COM ELE!!!! MINHA PRIMA, JÁ "QUASE UMA ADULTA", NÃO GOSTAVA TANTO ASSIM DELE.
FOMOS TODAS PRA ÁREA ONDE SERIA A APRESENTAÇÃO E EU ACHANDO AQUILO TUDO O MÁXIMO. E ELE COMEÇOU A CHAMAR ALGUMAS CRIANÇAS PRA PARTICIPAREM DAS BRINCADEIRAS, MÁGICAS, ESSAS COISAS. E EU SÓ PENSANDO EM QTO EU QUERIA IR LÁ TB, ATÉ Q...... ELE ME CHAMOU!!!!! ACHO Q EU FIQUEI DE TODAS AS CORES POSSÍVEIS E NÃO SAÍ DO LUGAR.
AÍ A MINHA PRIMA FOI NO MEU LUGAR, BRINCOU E, O MAIS IMPORTANTE, FICOU PERTINHO DELE!!!! E EU FIQUEI LÁ, NO MESMO LUGAR, QUERENDO ME MATAR, POR SER TÃO IDIOTA DE PERDER A CHANCE DE FICAR PERTO DO DANIEL AZULAI.

NOTA: Definitivamente eu continuo tímida até hj... Já fiz ou deixei de fazer cada coisa por causa da timidez q tenho vontade de me socar...