PUBLICADO EM 11 de abril de 2008
UM POUCO DOS BICHOS
Faz muito tempo q eu não entro aqui, e mais tempo ainda q eu não nada de novo.
Reli algumas coisas q escrevi e me deu uma alegria!!! Sim, fiquei feliz em ler o q escrevi sobre algumas poucas passagens da minha vida sem muitas emoções.
Sobre minhas paixões platônicas, meu primeiro beijo, minha mãe, Grama. E fiquei pensando q se eu escrevesse mais, teria mais momentos alegres, pois teria mais coisas pra ler.
Dos meus antigos escritos, algumas coisas continuam iguais (eu ainda estou com o aparelho) e algumas coisas mudaram (eu não trabalho mais em Grama). Porém, outras, como as lembranças de infância e adolescência, continuam idênticas! E, mesmo minha vida tendo sido muito sem graça, sem nenhuma emoção, posso escrever várias coisas.
Agora estou aqui, na frente do meu mais novo bem, um laptop q ganhei (emprestado) da escola. Acho q ele me ajudará bastante a voltar a digitar aqui, pois é bastante prático.
O Victor vive dizendo que eu tenho q ficar escrevendo sobre os bebês. Como estão lançando vários livros sobre os relacionamentos entre seres humanos e animais, principalmente cachorros, e todos esses livros estão vendendo q nem água, com todas as histórias q acontecem aqui em casa diariamente, ele diz q estou perdendo dinheiro.
Até concordo com ele q perdi muitas oportunidades de escrever histórias, no mínimo, hilárias. Por outro lado, posso escrever sobre várias outras coisas tão interessantes qto os bichos, ou pelo menos tão inusitadas q se tornam interessantes.
Faço um pacto comigo mesma de não escrever sobre coisas tristes ou chatas, então alguns assuntos ou não serão tratados, ou serão abordados superficialmente, enquanto outros serão falados ao extremo, msmo q sejam, aparentemente, pouco interessantes.
Começarei fazendo um pouco a vontade do Victor e falarei sobre os bebês, fazendo um breve resumo de cada um.
Atualmente temos 5 bebês aqui em casa. Digo temos pq, nesse meio tempo, Victor e eu resolvemos juntar os trapinhos...
O Tutu, q de bebê não tem nada pq é bem mais velho q eu, a Pipoquinha, q foi adotada na suípa, a Bené, o Zé Pequeno e o Dadinho, q nasceram no meu quintal.
Tutu é um jabuti de cerca de 40 anos. Ele foi dado à minha mãe qdo ela tinha entre 12 e 15 anos, ou seja, ele existe muito antes de eu pensar na possibilidade de existir!!! Tutu tem esse nome pq pensávamos q ele era uma fêmea (até eu descobrir, já na faculdade, q ele é um macho), e demos o nome de Gertrudes, q era o nome da minha avó materna! A minha mãe ajudou na escolha, mas pra não chatear meu avô, colocamos o apelido. Foi bom pq é um apelido q serve pra ambos os sexos, e agora se tornou o nome oficial do bicho. Ele morava com meu avô desde q minha mãe casou e veio pra mim qdo ele morreu, ou seja, o Tutu é a minha parte na herança do meu avô... Ele é muuuuiiiito chato, característica inerente a todos os meus bichos. Adora morder chinelos (melhor do q se gostasse de morder pés), ama pegar chuva e ser molhado com borracha ou balde e é gamado em vassouras no exercício da função (é só começar a varrer o quintal q ele sai de onde estiver pra ficar na frente da vassoura). É o mais saudável de casa, pois só come verduras, legumes e frutas crus e com casca. E corre bastante!!! É só ver pra acreditar.
A Pipoca é uma pipoca, pula sem parar e tem um monte de bolinhas pretas pelo corpo. Ela foi adotada na Suípa, com cerca de 1 ano de idade. Foi amor à primeira vista. Antes dela eu tinha a Dorinha, uma Cocker lindinha, com rabo e tudo, q morreu de repente. Todos ficaram tão traumatizados q a melhor solução q encontrei foi trazer um outro cachorro. No site da Suípa vi q a futura Pipoca tinha sido criada com os gatos de lá, então não estranharia os gatos daqui. Qdo eu a vi caí em prantos, pois ela era linda (apesar de estar muito maltratada)!!! Chegou em casa e agiu como se sempre tivesse vivido aqui, andou por tudo como se conhecesse onde ficava tudo! Desde sempre nos tratou como se nos conhecesse desde q nasceu!!! Em pouco tempo engordou, ficou com cara de saudável e muito feliz. Depois de 1 semana conquistou os gatos, e agora eles nem parecem q viveram separados por algum tempo da vida deles. O único problema atual é q a Pipoca incorporou o gato q vivia dentro dela. Ela se lambe, sobe no sofá como os gatos, e dorme quase o dia inteiro! Além de ser muito preguiçosa pela manhã...
A Bené é uma gata bastante temperamental. Só faz o q quer, qdo quer e só se quiser! Apronta todas e age como se não tivesse nada com aquilo. É hiper ciumenta e demonstra claramente se não gosta de alguma coisa. É a única q me morde qdo vai tomar banho e a q dá mais trabalho na hora do remédio. Mas é a mais carinhosa tb, qdo quer! Exige ser a primeira em tudo! Tem q ser a primeira a ser cumprimentada pela manhã e na volta pra casa. Se por acaso eu esquecer e passar direto por ela e falar com alguém antes, ela passa a me esnobar!!! Fica passando na minha frente e vira a cara se eu lhe dirigir a palavra!!! Adora derrubar tudo q está em cima da mesa, mas nunca foi ela quem fez... É meu amorzinho!!! Dorme comigo todas as noites.
O Zé Pequeno é meu gato ceguinho, tadinho. Até hoje tenho minhas dúvidas sobre ele ser realmente cego. É o mais chato, o q mais apronta, e o primeiro a encontrar qq coisa nova q chegue em casa! Apronta todas, mas coitadinho, ele é ceguinho!!! Fico com medo só de pensar o q ele faria se não fosse cego!!! Acho q eu já estaria maluca. Nunca gostou de carinho, mas de um tempo pra cá está adorando se esfregar nas nossas pernas e dormir juntinho na cama. Tinha adotado a Dorinha como sua companheira inseparável, era praticamente o segundo rabo dela, pois onde ela ia, ele ia atrás. Foi o q mais sofreu com a morte dela. Ficava chorando pela casa sem parar, era assustador! Depois q se acostumou com a Pipoca, resolveu adotá-la tb. Não é mais tão grudado com ela, mas sempre estão juntos, nem q seja brigando. Aliás, em quase todas as brigas q acontecem aqui em casa, o Zé está envolvido. Mas tadinho, ele é ceguinho!!!
O Dadinho é o mais estranho. Por alguns anos, todo mundo tinha dúvidas sobre a existência dele. Só Victor, eu e o veterinário tínhamos contato com o Dadinho. Nunca vi bicho tão anti-social! Qdo alguém chegava aqui em casa ele se escondia. Se alguém dormisse aqui ele ficava escondido até a pessoa ir embora!!! Mas agora ele está gostando de se exibir. Qdo chega visita, ele depois de se esconder, começa a desfilar pra um lado e outro. Agora, pelo menos, todo mundo sabe q ele realmente existe e não é fruto da nossa imaginação. Aliás, o Dadinho tinha um amigo imáginário debaixo do armário da cozinha...
Já a Dorinha, q não existe mais, foi a responsável por este zoológico q se transformou minha casa. Qdo ela veio pra cá, graças a um amigo querido q me deu, tinha q arranjar um irmãozinho pra ela não ficar só. Foi qdo os gatos nasceram aqui no quintal. E como eles nasceram com problemas de visão (nenhum enxerga direito), resolvi q eles seriam os companheiros da Dora. E foram, sempre. E sentiram muito qdo ela se foi. Ela era especial, pois além do rabo q chegava a machucar de tanto q balançava, ela era carinhosa, adorava colo e morria de medo de criança!!! ela teve uma vida curta, mas intensa, e tenho certeza q sua missão era ajudar a salvar os gatos e a Pipoca, pois foi graças a ela q todos eles vieram pra cá. Tb me ajudou muito, pois com ela, e com eles, eu aprendi a ser mais carinhosa, a me comunicar melhor, todas essas coisas q ouvimos falar q os bichos fazem por nós, ela fez por mim.
Por enquanto é isso.
Já prometi a mim mesma q vou contar mais sobre cada um separadamente, mas esse resuminho já é uma dica de como minha casa é agitada.
Beijinhos.
NOTA: TENHO MUITAS COISAS PRA ESCREVER DESTES BICHOS CHATOS E MALUCOS, MAS Q ALEGRAM MUITO MINHA VIDA... VIVEM APRONTANDO E ME FAZENDO RIR. TB ESTÃO SEMPRE AO MEU LADO, CUIDANDO DE MIM NOS MOMENTOS TRISTES. SÃO TUDO DE BOM PRA MIM!!!
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